Núcleo 3

Viva o Marismo Soarismo

Nas eleições legislativas de 25 de abril de 1976, o PS sai novamente vencedor com uma maioria relativa, e Mário Soares exerce o cargo de Primeiro-Ministro no I Governo Constitucional (1976-1977), recusando alianças à esquerda e à direita. Termina o seu mandato a 23 de janeiro de 1978, na sequência da rejeição de uma moção de confiança. Preside ao II Governo Constitucional, resultante de um acordo de incidência parlamentar entre o PS e o Centro Democrático Social (CDS), que duraria apenas cerca de sete meses.

Após três governos de iniciativa presidencial, realizam-se eleições intercalares em 1979, com a vitória da Aliança Democrática (AD), resultado que seria reforçado no ano seguinte. Mário Soares passa a líder da oposição.

Mário Soares volta a ocupar o lugar de Primeiro-Ministro em 1983-1985, presidindo ao governo do “bloco central”, resultante de um acordo entre o PS e o PSD.

As alianças e as crises políticas, as relações entre o Presidente da República, Ramalho Eanes, e o Primeiro-Ministro, assim como a instabilidade económica e social são alvo de imagens satíricas nos jornais.

Num dos últimos atos como Chefe do Governo, assina, em 12 de junho de 1985, o Tratado de Adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia.