Por: Osvaldo Macedo de Sousa
Amadora, 1974
É um ilustrador, cartoonista, caricaturista, realizador e produtor de animação português. Como desenhador gráfico, começou a sua carreira em 1992 no jornal Ponto Final, em Macau. Em 1994, integrou a equipa de ilustradores do jornal satírico O Fiel Inimigo, seguindo-se O Independente, Diário de Notícias, Diário Económico, Direito em Revista, Egoísta, Exame, Expresso, Granta Portugal, Invista, Jornal de Negócios, Máxima, Público, Sábado. Em 1994, recebeu o Gold Award para Illustrator Portfolio da Society for News Design, prémio que lhe abriria as portas do mercado internacional, colaborando então com o The New York Times, The New Yorker, The Independent, Vanity Fair, Los Angeles Magazine, Neue Zurcher Zeitung, The New Statesman, Harper's Magazine, Washington Post, Waitrose Food Illustrated, Word Magazine. É co-criador, produtor, realizador e animador de Spam Cartoon, um projeto de cartoons animados semanais para a televisão portuguesa. Tem sido regularmente distinguido com prémios nacionais e internacionais.
[António Moreira Antunes]
Vila Franca de Xira, 1953
Licenciado em Design Gráfico pela ESBAL, desde logo seguiu essa carreira profissional, a par da sua atividade como cartoonista, que começou a 16 de março de 1974 em A República e que, nos dias de hoje, ainda prossegue no jornal Expresso, o periódico de toda a sua vida. Paralelamente, também publicou em Vida Mundial, Diário de Notícias, A Capital, Pão com Manteiga, Diário Popular, Mundial. Com diversos prémios, não só em Portugal como no estrangeiro, a sua atividade humorística também abarca o universo da escultura e arte urbana. Tem diversos álbuns publicados. Exerce, também, a atividade de produtor cultural dirigindo o XiraCartoon e o World Press Cartoon.
Asseiceira, 1949 - Lisboa, 2012
Iniciou a sua carreira gráfica na Agência Portuguesa de Revistas, tendo também publicado várias bandas desenhadas. O artista exerceu a atividade de designer gráfico, mas deixou também a sua marca humorística em jornais como Jornal do Exército, Jornal de Notícias, Diário Popular, Sábado, O Jornal, Expresso.
Ver Santiagu
[Artur Ferreira]
Porto, 1951
Iniciou a sua atividade de caricaturista no Primeiro de Janeiro, tendo posteriormente colaborado em O Comércio do Porto e O Jogo. Tem participado em múltiplas exposições coletivas, assim como exposições individuais por todo o país. Atualmente, exerce a atividade de caricaturista/animador de eventos. Colaborou em muitos livros de curso, assim como em cenografia e design gráfico.
[Baltazar José Joaquim de Almeida Ortega]
Lisboa, 1919 - Beja, 2010
É o artista que mais cedo se profissionalizou em Portugal, ou seja, com 12 anos, iniciando então a sua carreira no Notícias Ilustrado, entrando de seguida nos quadros da Sociedade Nacional Tipográfica, trabalhando assim como gráfico e ilustrador para O Século, Vida Mundial, O Século Ilustrado, colaborando também no Sempre Fixe, O Mundo Ri, O Sol, O Diabo, O Primeiro de Janeiro, Tic-Tac, A Bola, Diário do Alentejo e O Diário. Com o fim deste último jornal, passou à reforma da imprensa, não deixando, contudo, de trabalhar no desenho, na pintura e na caricatura. Em 1992, foi galardoado com o Prémio Especial de Humor do Salão Nacional de Caricatura/Oeiras 92. Tem vários álbuns publicados.
[José Marques Mano Guimarães Bandeira]
Lisboa, 1962
Iniciou a sua carreira de cartoonista em 1984 no Diário de Notícias (para onde regressou em 1992), prosseguindo no Tal & Qual, Correio da Manhã, O Século, O Século Ilustrado, Diário Popular, Diário de Lisboa. Faz também BD (com diversos prémios conquistados), ilustração, capas de livros e de revistas. Atualmente, dedica-se ao cinema de animação. Tem vários álbuns publicados.
[João Benamor Miranda de Castro]
Lisboa, 1930 - 2017
Não fazendo do humor a sua profissão, nunca deixou de exercer essa atividade, começando, desde muito cedo, no Sempre Fixe, explorando depois a imprensa francesa como Valentine e Mon Flirt, ou goesa como Heraldo e A Vida, e, em Portugal, em publicações como O Mundo Ri, Parada da Paródia, Revista Militar, Jornal do Exército, Plateia, Pop-Cine, Crónica Feminina, A Barraca e Olho Vivo (de que foi editor). Com um estilo muito próximo ao característico na americana MAD, marcou o humor nacional principalmente nos anos 60/70.
Porto, 1940
Jornalista de profissão, iniciou a sua atividade paralela de humorista gráfico em 1966, em A Província de Angola, enviando trabalhos também para a Rodésia, África do Sul, Moçambique, Brasil. De regresso a Portugal, em 1977, reiniciou esta sua atividade no Comércio do Porto.
Lisboa, 1970
Licenciado em Design Gráfico pela ESBAL. Tendo sido galardoado em 1990 com o Prémio Francisco Zambujal, inicia a sua carreira profissional em 1991 n‘O Record, onde se mantém. Para além daquele periódico, publica também regularmente no Correio da Manhã. Paralelamente, trabalha no universo do design gráfico. Tem diversos álbuns publicados.
[Augusto José de Matos Sobral Cid]
Horta, 1941 - Lisboa, 2019
Licenciado pela ESBAL, dividiu a sua atividade entre a publicidade, escultura e desenho de humor, publicando em A Parada da Paródia, Diário de Lisboa – A Mosca, República, Novo Observador, Vida Mundial, Llorentis, O Dia, Expresso, O Diabo, O Independente, O Sol, TVI. Tem vários álbuns publicados, alguns deles com processos em tribunal.
[José Luís Duarte]
Parede, 1945
Formado em Engenharia Civil, desde logo se dedicou à publicidade, BD e cartoon. Os seus trabalhos podem ser encontrados no Diário de Notícias, Jornal do Exército, Motor, Diário de Lisboa, Sempre Fixe, Visão (revista de BD), Bisnau. As suas tiras “Fardetas” foram publicadas em álbum.
Desenhadores Unidos Vencerão
Os desenhadores da redação do jornal O Século e do Diário assinavam com esta sigla, nos anos quentes de abril, quando criavam cartoons coletivos.
[Eduardo Manuel Perestrelo França de Oliveira]
1938 - Lisboa, 2011
Artista ligado à publicidade, ilustração e artes gráficas, deixou colaboração humorística em periódicos como Pé de Cabra, Expresso, Tempo, assim como múltiplos livros infantis ilustrados.
[António Ferreira dos Santos]
Cucujães, 1948 - Porto, 2016
Licenciado em Arquitetura pela ESBAP. Publicou os seus primeiros cartoons no jornal A Voz Portucalense. Em 1988, o Instituto Nacional do Ambiente editou duas publicações suas, intituladas Mupivisões e Urbanovisões. Desde 1988, colaborou no jornal O Regional de S. João da Madeira. Durante 1991, colaborou com a revista A Razão, O Público, Jornal das Beiras e o Fiel Inimigo. Tem vários álbuns publicados.
[Henrique Monteiro]
Cabreira-do-Coa, 1969
Iniciou a sua carreira com ilustrações para jornais locais e caricaturas para livros de curso. Trabalha como designer gráfico para empresas, incluindo BD e desenhos de humor. Na imprensa, há trabalhos seus no Expresso, Diário de Notícias, Valor, Exame, Semanário Económico, Jornal do Imobiliário, Just Leader, Prémio, Jornal I, Jornal de Negócios. Na internet tem, desde março de 2008, um blogue de cartoons – Henricartoon (http://henricartoon.blogs.sapo.pt). Atualmente, publica diariamente dois cartoons nas páginas do SAPO Notícias e SAPO Desporto.
[Hugo Sousa Tavares]
Lisboa, 1976
É um cronista, escritor, dramaturgo, ator, apresentador de rádio e televisão, cartoonista, entre outros ofícios. No cartoon tem-se destacado com a “Criada Malcriada” e “Cavaca a Presidenta”. Escreve regularmente em revistas e jornais. É autor de alguns livros e podcasts.
[Luís Jardim Portela]
Lisboa, 1931 - 2003
Filho do jornalista Artur Portela. Frequentou o Curso Superior de Pintura da ESBAL. Foi professor na Escola Artística António Arroio e no Liceu Passos Manuel, radicando-se posteriormente em Luanda, onde ocupou o lugar de conservador do Museu de Angola. Paralelamente à sua obra pictórica, realizou obra gráfica de cunho humorístico no Jornal do Fundão e no Diário de Lisboa, assim como colaborou nos jornais angolanos O Comércio, A Província de Angola e o Diário de Luanda.
Lisboa, 1928
Arquiteto e pintor, a certo momento da vida viu-se obrigado a intervir na vida portuguesa através do cartoon. Na primeira fase juvenil encontramos trabalhos seus em O Século Ilustrado, Almanaque, Seara Nova, Eva, Gazeta Musical e de todas as Artes e, numa segunda fase (finais dos anos 60 e 70), no Diário de Lisboa – A Mosca, Sempre Fixe, Diário de Notícias, O Jornal e o Jornal de Letras. Dois álbuns marcaram a história do cartoonismo português: Cartoons, em 1975, e Caricaturas Portuguesas dos anos de Salazar, em 1978.
Lisboa, 1979
Desenhador gráfico, tem-se dedicado à ilustração, banda desenhada, cartoon e animação, ganhando vários prémios e distinções. Colabora regularmente na imprensa nacional como Expresso, Público, Visão, Ler, Time Out Lisboa e estrangeira para publicações como The New Yorker, New York Times, The Wall Street Journal, The Telegraph, The Guardian, The Scientist, Boston Mag, Architectural Review, El País, NZZ Campus.
Lisboa, 1932 - 2001
Cenógrafo, figurinista, ator, autor de fados, poeta, ilustrador, cartazista, cartoonista, caricaturista. Este artista dividiu-se em múltiplas atividades, mas procurando estar sempre ligado ao palco. Sucessor de Amarelhe, Pacheco e Santana, foi o caricaturista da Revista à Portuguesa, seja com elementos para as campanhas publicitárias, para os cartazes, para as cenografias. Na imprensa, os seus trabalhos podem encontrar-se no Diário de Notícias, O Século Ilustrado, República, Cartaz, Diário Ilustrado, Flama, Tempo.
Abrantes, 1957
Designer gráfico em várias agências e várias publicações. Desde 1978, tem colaborado como ilustrador e cartoonista no jornal Barricada, Os Ridículos, Expresso, O Zé, Actualidades, Motor, Tempo, Viajar, Dirhotel, Portugal Turismo e Actualidade.
[José Maria Viana Dionísio]
Lisboa 1922 - 2003
Famoso ator cómico e não menos famoso pintor, depois de se ter reformado dos palcos, iniciou a sua vida artística como cenógrafo e desenhador humorista. O seu trabalho pode-se encontrar em A Risota, O Papagaio, Pim-Pam-Pum, O Século, Os Ridículos, Cara Alegre, O Senhor Doutor, A Capital, Riso Mundial.
[José Vilhena Rodrigues]
Freixeira, 1927 - Lisboa, 2015
Iniciou o curso de Arquitetura no Porto, realizou pinturas religiosas e vitrais, mas optou logo pelo mundo gráfico. Foi redator durante 10 anos de O Mundo Ri. Publicou cerca de sete dezenas de livros humorísticos, como História Universal da Pulhice Humana, Diz-me com quem dormes…, O Filho da Mãe, Cinto da Castidade, Na Palheta com o Mário Soares, livros que o tornaram o único humorista a poder viver plenamente do seu humor. No pós-25 de Abril foi também editor de uma dezena de periódicos como Gaiola Aberta, Fala Barato, Cavaco, Vida Lisboeta, Moralista, assim como de mais uma série de álbuns humorísticos.
[Luís Afonso]
Aljustrel, 1965
Formado em Geográficas, exerceu essa atividade profissionalmente na autarquia de Serpa e como professor. O cartoonismo surge em 1984, no jornal O Diário, colaborando posteriormente também em Ases, Personal Computer World, What Video, A Capital, Diário do Alentejo, AutoFoco, Grande Reportagem, por vezes com pseudónimo como Al Face, XPTO e Lucas. Atualmente, está totalmente profissionalizado na imprensa, trabalhando a tempo inteiro para A Bola, Bola Magazine e o Público. Tem vários álbuns publicados.
[Luís António de Oliveira Monteiro Guimarães]
Estoril, 1941
Frequentou a ESBAL e dedica-se à pintura. Durante os anos quentes de abril, dedicou-se à atividade de caricaturista, colaborando no Expresso, O Século Hoje, Jornal Novo, A Capital, Pão com Manteiga, TV Guia. Em 1976, publicou o álbum Figuras que Abril Deu.
[Manuel Vieira]
Lisboa, 1936 - 1997
Iniciou a sua atividade humorística em 1954, no jornal Os Belenenses, acumulando depois o Sporting e o Benfica, passando pelo Cartaz Ilustrado, Sport Ilustrado, Os Ridículos, O Mundo Ri, A Marca, Parada da Paródia, Cara Alegre, Diário de Lisboa, República, Diário Popular. Passou, depois, a assinar como Manuel Vieira.
[Marcello Eduardo Pires da Cunha Victorino de Moraes]
Lisboa, 1928 - 2017
Formado em Arquitetura, dedicou-se à decoração, design de interiores, publicidade, BD (desde os anos 40, passando por diversas revistas do regime), à animação (Telecine) e ao cinema. No cartoon, destaca-se o seu trabalho em A Rua (com edição de um álbum) e no Diabo.
[João da Conceição Martins]
Portimão 1928 - Lisboa 1981
Regente agrícola, durante algum tempo conciliou esta profissão com a de desenhador, para depois se dedicar totalmente às artes. Fez publicidade («Pois, pois, J. Pimenta» é um dos seus slogans mais famosos), animação, decoração. Os seus desenhos podem encontrar-se em O Século (assinados sob o pseudónimo de "Nicas"), Riso Mundial, Picapau, O Mundo Ri, Parada da Paródia, Actualidades, Magazine Regisconta, A Bola e Diário. As suas capas para o Paris Match e prémios internacionais de publicidade fizeram-no ser cobiçado no estrangeiro, mas ele nunca aceitou sair do seu cantinho.
[Pedro Metello]
Lisboa, 1951
Iniciou a sua atividade como desenhador/pintor em Portugal e na Suécia. Como cartoonista, os seus primeiros trabalhos surgem nos finais da década de 70 no Jornal Costa do Sol, Llorentis, passando depois pela A Tarde, Foot, Pasquim, Rev. Comunicações, RTP, Sábado, Exame, Em Forma, Expresso, Elle, Activa, Fórum Estudante, Caras. Designer gráfico, faz também ilustração e publicidade.
[Natalino Flávio Melchiades]
Amadora 1910 - Lisboa 1977
Herdando uma banca de jornais/tabacaria na estação do Rossio, teve toda a sua vida ligada aos jornais como vendedor e como colaborador, deixando obra no Re-nhau-nhau, Sempre Fixe, Noticias do Funchal, República, Aldrabão, Detective, Os Ridículos, Cartaz, Cara Alegre, Primeiro de Janeiro, Barraca, Picapau, Record, Mundo Desportivo, Momento, Chucha. Expôs na Casa da Imprensa, assim como nos Salões do Grupo dos Humoristas em 1938 e 1940.
[Nuno Jorge de Avelar Teixeira Saraiva]
Lisboa, 1969
Usa, por vezes, o pseudónimo de SIR. Ilustrador, cartoonista, autor de banda desenhada e professor na AR.CO. Cursou Design de Comunicação no IADE e na FBAL (complementada com o curso de pintura). Tem BD e ilustração dispersa por publicações como: Jornal da BD, Selecções BD, Lx Comics, Almada Press, Público, Ver, Amnistia Internacional, Independente, Combate, O Inimigo, Fiel Inimigo, Ego, Transcomix, Guia Anti-racista, SOS – Racismo, Cosmopolitan, Marie Claire. Tem diversos álbuns de BD publicados em parceria com Júlio Pinto ou a solo. Como ilustrador e designer gráfico tem colaborado como freelancer com múltiplas agências e empresas. Tem vários álbuns publicados.
[Adelino da Silva]
Setúbal 1915 - Lisboa 2009
A sua atividade artística iniciou-se em 1936, como desenhador do Infantil Ilustrado (Setúbal), e desenhador litógrafo, dedicando-se depois à caricatura-síntese. Está representado em vários álbuns de finalistas de cursos superiores, desde 1937 a 1991, alguns deles de publicação integral. Em 1991, editou o álbum Caricatos Caricaturas e Caricaturados. Na imprensa deixou trabalhos publicados na Voz de Paço de Arcos e Jornal Amadora-Sintra.
[João Carvalho Orvalho]
Monforte, 1928 - s. d.
Piloto-aviador por profissão, publicou o seu primeiro trabalho na revista Cara Alegre, colaborando também no Brado, O Mundo Ri, Trópico, Olho Vivo, Mais Alto.
[Jorge Palha]
Iniciou a sua carreira nas oficinas de O Século, onde esteve por detrás da revista de BD Jacto. Durante a década de 70, publicou cartoons em diversos jornais, com destaque em O Diário. A partir da década de 80, dedicou-se à publicidade como diretor criativo.
[Manuel Pedro Dias Massano Santos]
Lisboa, 1948
Tem-se desdobrado pela BD, cartoon e publicidade. No campo específico do humor gráfico colaborou em jornais e revistas como Diário de Lisboa - A Mosca, A Capital, Musicalíssimo, Volante, República, Cinéfilo, Aleph, Visão (Revista de BD), Auto Mundo, A Bola, Mundo Desportivo, A Luta, Página Um, Eco Regional. Publicou vários livros das tiras cómicas do "Abutre", "Pássaros", assim como o livro Como Fazer Banda Desenhada, ou as BD A Primeira Aventura do País de João, Mataram-no duas vezes, Missão H...orrível, A Conquista de Lisboa, com diferentes argumentistas.
[João Pedro Palma]
Serpa, 1959 - Sintra, 2017
Foi um cartoonista, jornalista e fotojornalista português. Iniciou a carreira em 1978, criando bandas desenhadas e ilustração. Em 1980, publicou os primeiros cartoons no semanário Tempo, prosseguindo no Diário de Notícias, Expresso, Exame, Correio da Manhã, Grande Reportagem, Diário de Lisboa, Jornal de Notícias, Açoriano Oriental, Notícias Magazine, Focus, Ego, Máxima, África Notícias, O Europeu, Valor, The European, Jeune Afrique, Le Fígaro e RTP. Foi ainda repórter e dedicou-se à criação artística (Gestualismo) e à ficção literária. Tem três livros publicados: Caricartoons (Gradiva, 1993), Direitos do Homem - em cartoons e caricaturas (Público, 2005) e Retratos, um livro de fotografia em grande formato (Público, 2008).
Torres Vedras, 1974
Licenciado em Economia. Caricaturista/cartoonista de A Bola desde 1992, desenvolve em paralelo atividade de freelancer como cartoonista, caricaturista, ilustrador para diversos tipos de iniciativas, como ilustração de livros, trabalhos para publicidade, caricatura ao vivo, etc. Tem cerca de duas dezenas de álbuns publicados com obras suas.
[Rui Flunser Pimentel]
Lisboa, 1951
Formado em Arquitetura pela Escola Superior Técnica Federal de Zurique. Para além da sua atividade como arquiteto, tem trabalhado também nos campos do design gráfico, cenografia, banda desenhada, diaporamas, ilustração, caricatura. Iniciou a sua atividade de cartoonista em 1973 no National Zeitung (Basileia), Konzep (Zurique), República, Voz do Povo, Expresso, Tal & Qual, Pro Teste, Dirigir, Jornal dos TLP e CTT, Colóquio Artes, Cinéfilo, Respostas, Spartacus, História, Jornal do Minho, Jornal de Letras, Sete, A Bola, mas a maioria dos cartoons centram-se em O Jornal e Visão. Tem vários álbuns publicados de cartoons e BD.
[Samuel Azavei Torres de Carvalho]
Lisboa, 1924 - 1993
Engenheiro Civil, frequentou a Escola de Arquitetura de Lausanne, virando-se então para o Design Industrial e, posteriormente (a partir de 1968), dedicou-se ao humor gráfico e escultórico (no campo do absurdo e grotesco). Na escultura ficaram célebres os seus objetos do absurdo com múltiplas exposições e publicação em livros como Funil, A Cadeira, Torneiras. No desenho de humor, para além de heróis como Ulisses e Heloísa, ficou para todo o sempre marcado na História da Caricatura o personagem "Guarda Ricardo" (que nasceu no Notícias da Amadora, passando depois pelo Jornal Novo, Diário de Notícias e Público). Tem vários álbuns publicados.
[António Santos]
Vila Nova de Gaia, 1968
Professor de Artes desde 1994, trabalha paralelamente na ilustração e caricatura. Na imprensa, tem trabalhos publicados essencialmente no O Repórter do Marão, Flor do Tâmega de Amarante e Trevim da Lousã. Participante ativo em concursos nacionais e internacionais, é o artista português mais premiado internacionalmente, com mais de centena e meia de galardões.
[Onofre Varela]
Porto, 1944
Iniciou a sua carreira profissional com 13 anos como aprendiz de tipógrafo, trabalhando em litografias, agências de publicidade e jornais. Estudou pintura na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis e na Cooperativa Árvore. Tem dividido a sua atividade pela pintura, designer gráfico, publicidade, teatro, escrita (tem sete livros publicados) e caricatura. Os seus trabalhos de humor gráfico podem-se encontrar no Notícias de Angola, A Pantera, O Chato, O Olho, O Primeiro de Janeiro, Notícias da Tarde, Flama, O Século Ilustrado, Mundo de Aventuras, O Jogo, Jornal de Notícias, O Tripeiro, O Comércio do Porto, O Trevim, O Gaiense.
[Vitor Amadeu Batista Péon Mourão]
Luanda, 1923 - Lisboa, 1991
Assinou obra com pseudónimos como Ali-Kate, Thoaz Deerfoot. Dedicou-se fundamentalmente à BD e cinema de animação, razão pela qual sentiu a necessidade de emigrar, vivendo durante largos anos em Inglaterra, Escócia e França. Em Portugal, a sua obra pode ser encontrada em O Mosquito, Diabrete, Pluto, Papagaio, Camarada, Século Ilustrado, Província de Angola, Mundo de Aventuras, Tintin, A Banda… Como caricaturista editou um jornal de humor chamado O Mariola (1975).
Artista gráfico que colaborou com desenho de humor no jornal Diário.
Lisboa, 1932
Dividiu a sua atividade como professor da Escola de Artes Decorativas António Arroio, ISLA, IADE, ESCS, com a de designer gráfico (para a Fundação Calouste Gulbenkian, The British Council, C.PD, etc.), ilustração, BD (nas revistas Papagaio, Joaninha, Flama) e cartoon (no Tempo, Diário de Lisboa, Expresso, Diário de Notícias e Ilustração).
[José de Almeida]
Lisboa, 1943 - 2022
Publicitário a tempo inteiro, tendo passado por diversas agências como criativo, e posteriormente diretor da sua própria agência. Trabalhou também em vários jornais, como designer e como cartoonista, especialmente para o Diário de Lisboa. O humor, usou-o tanto no desenho, como na publicidade e na pintura, com frequentes exposições pelo país. Teve vários prémios de cartoon, como o Prémio Raphael Bordallo Pinheiro em 1991 e 1993. Publicou os seguintes álbuns: Coração de Cartoon, Gazeta do Cartoon, Xeque-mate na Ditadura, Prazer e Prazeres do Vinho.
[José Manuel Domingues Alves Mendes]
Lisboa, 1944 - 2019
Fez o curso da Escola António Arroio. Iniciou a sua atividade gráfica muito novo, na Parada da Paródia, e desde aí, teve um sem fim de colaborações em jornais e revistas como Os Ridículos, Jornal do Exército, O Brincalhão, Diário de Lisboa, Rádio & Televisão, Jornal da Costa do Sol, Oui Magazine, O País, Diário de Notícias, Record. Também se dedica à ilustração, publicidade, pintura e vitral. Publicou vários álbuns.
[José Paulo Simões]
Lisboa, 1937 - 2008
Foi um designer gráfico que, para além dos seus trabalhos para agências de publicidade e ilustração de livros, também realizou banda-desenhada e cartoons para a imprensa. Começou a sua aventura gráfica em A Capital (1968/70), passando depois pelo Pardon (Alemanha), O Diário, Diário de Notícias, Visão (BD) e fanzines como Eros, Efeméride, Hic. Em 1977, publicou o álbum A Direita de Cara à Banda (Desenhada), que reunia parte das tiras que tinha feito para o jornal Diário, com o título “Os Direitinhasˮ.
[José Pestana]
Santarém, 1949
Artista que, na juventude, publicou desenhos de humor em diversos jornais e revistas, com destaque para Os Ridículos (onde se estreou e assinou como ZEP e, noutras ocasiões, como BING), O Século, O Comércio do Funchal, Flama, Vida Mundial, a partir de 1969, no Diário de Lisboa – A Mosca, e, de 1975 a 1977, A República, Diário de Notícias, A Capital. Formou-se em Direito e a vida profissional afastou-o dos desenhos. Após várias décadas de silêncio, com a reforma, regressou ao humor gráfico através de “Os Grisalhos”, no Facebook, cujos trabalhos já foram reunidos nos álbuns Gente (con)fina(da) é outra coisa (2020) e Até ao lavar cestos (2024).