A Assembleia da República associa-se às comemorações do centenário do nascimento de Mário Soares (1924-2024) através de uma exposição de caricaturas que retratam o seu percurso político desde o exílio até aos anos finais.
«Mário Soares foi uma das personalidades mais caricaturadas no pós-25 de Abril, ou seja, nas três décadas seguintes, porque esteve sempre ativo, atuante e controverso como secretário-geral do Partido Socialista, deputado, ministro, oposição, Primeiro-Ministro, oposição, Presidente da República e eurodeputado. Assim, tudo começa no “Desterrado”, trabalho que a censura não deixou ser publicado na imprensa em 1973. A partir daqui, passa a ser o político que, à frente de um partido poderoso, impõe-se, com o registo em crónica ou crítica de todas as batalhas campais partidárias, parlamentares, televisivas e até as próprias guerras dentro do seu partido. São as críticas possíveis e imaginárias às suas ações, atitudes, aventuras e desventuras políticas e pessoais. São os testemunhos gráficos dos seus banhos sociais e momentos de solidão e travessias do deserto. São as sátiras agressivas ou simples ironias, são as paródias aos seus gostos pelos chapéus, travestindo-se nas indumentárias necessárias a cada momento, são as alegorias cómicas de cumplicidades e travessuras.
Através das suas caricaturas pode-se observar, em imagens, a História do Portugal político de então.»